Receitas e Despesas

    

Receita Operacional Líquida

 

 
No período encerrado em 30 de setembro de 2019, a Companhia apresentou Receita

Operacional Líquida de R$120.694 mil, 14% inferior ao mesmo período de 2018, quando

alcançou R$140.070 mil.

Os fatores preponderantes para a redução da receita operacional líquida foram: (i) a

receita de variação monetária ativa dos direitos de crédito autônomos, que reduziu 4%,

em virtude, principalmente, da redução da taxa Selic; (ii) a receita de amortização do

ajuste a valor justo no reconhecimento inicial dos direitos de crédito autônomos, que

reduziu 38% em comparação com o mesmo período do ano anterior, em virtude da

redução do saldo a amortizar; e (iii) a receita de participação acionária, que reduziu 6%

comparado com o mesmo período do ano passado. Essas receitas representaram, em

conjunto, 96% da receita operacional líquida do período.

 

Custo Operacional

 

           

O custo operacional totalizou R$141.146 mil no período, superior em 4% a igual período

do ano anterior, quando atingiu R$135.293 mil.

O custo mais expressivo é composto pelos juros sobre as debêntures, que totalizaram

R$86.512 mil no período, representando 61% do custo total. Este custo apresentou

diminuição de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Outro item relevante para o custo total foi o ajuste na amortização no reconhecimento

inicial das debêntures, que totalizou R$48.423 mil no período, 16% superior ao mesmo

período do ano anterior e que representa 34% do custo operacional.

Merece destaque, também, a redução do custo com pessoal, em função, principalmente,

da reforma administrativa que reduziu o quantitativo de diretores da Companhia.

Os demais custos foram pouco representativos para os resultados da empresa.

 

 

Resultado Operacional Bruto

 

A Companhia apresentou resultado operacional bruto negativo de R$20.452 mil no

período, enquanto no mesmo período do ano anterior houve resultado positivo de R$4.777

mil.

A redução no resultado bruto deveu-se, principalmente, à redução da receita proveniente

carteira de Direitos de Créditos Autônomos (DCA), que impactou de forma muito

relevante as receitas da MGI.



Resultado Financeiro Líquido

O resultado financeiro líquido reduziu 19%, de R$7.473 mil em 30 de setembro de 2018

para R$6.019 mil em 30 de setembro de 2019. Os fatores que interferiram na redução

desse resultado foram a redução da taxa de juros, bem como a variação do montante

aplicado em cada período.

Os resultados foram alcançados por meio de criterioso controle dos recursos mantidos em

aplicações financeiras, em fundos lastreados em títulos públicos cujas rentabilidades

anuais foram próximas às taxas DI a custos administrativos ínfimos.



LAJIDA e LAJIDA ajustado

 

(a) LAJIDA

O LAJIDA (Lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) é uma medição

não contábil utilizada para analisar a geração operacional de caixa de uma empresa. Esta

medição é elaborada pela Companhia, conciliada com suas Demonstrações Financeiras,

observando as disposições da Instrução CVM nº 527, de 04 de outubro de 2012. A MGI

apurou, em 30 de setembro de 2019, LAJIDA negativo de R$30.023 mil. No mesmo

período do exercício anterior, o indicador também foi negativo, no valor de R$13.115

mil.

(b) LAJIDA ajustado

O LAJIDA ajustado foi calculado em conformidade com o Art. 4º da Instrução CVM nº

527, com o intuito de melhor refletir a geração operacional de caixa da Companhia, por

meio da exclusão dos efeitos abaixo, que não afetam a geração de caixa da Empresa:

  • Ajustes a valor justo referentes aos contratos de opções flexíveis, aos direitos
  • creditórios decorrentes de empréstimo de ações e à renegociação da carteira de
  • direitos de crédito autônomos;
  • Impairment dos direitos de crédito autônomos (perda na recuperação de direitos
  • creditórios).
  • Provisão para perdas em participações societárias;
  • Resultado correspondente à diferença entre o custo relativo à amortização do
  • ajuste no reconhecimento inicial das debêntures subordinadas e a receita referente
  • à amortização do ajuste no reconhecimento inicial da carteira DCA.

Apurou-se LAJIDA ajustado negativo de R$3.331 mil em 30 de setembro de 2019. No

mesmo período do ano anterior, esse indicador foi positivo em R$180 mil.



Resultado Líquido

A Companhia auferiu resultado negativo líquido de R$24.091 mil no período findo em

30 de setembro de 2019, enquanto, no mesmo período do exercício anterior, foi auferido

também um resultado líquido negativo de R$5.675 mil.

Um dos fatores que contribuíram para o resultado líquido negativo está relacionado ao

custo operacional, com destaque para o ajuste da amortização no reconhecimento inicial

das debentures e para os juros sobre debêntures, que contribuíram significativamente para

o resultado operacional negativo, uma vez que os ativos relacionados às debêntures

geraram receita insuficiente para cobertura desses custos. Outro fator que contribuiu para

o resultado negativo líquido foi o impacto do ajuste a valor justo das opções de compra.



Orçamento Operacional

O orçamento operacional é o instrumento de gestão utilizado pela MGI para planejamento
e controle de gastos. O instrumento é elaborado anualmente e sua execução é
acompanhada diariamente com fechamento e consolidação mensais, proporcionando,
dessa forma, acurácia na análise da disponibilidade orçamentária necessária para compras
e contratações, além de possibilitar aos gestores analisar tempestivamente o desempenho
das operações da companhia. As principais receitas e despesas foram projetadas com base
nas seguintes premissas:

a) Receitas:
Direitos de Crédito Autônomos - projeção de recebimentos mediante estudo do fluxo da
carteira;
Venda de imóveis - taxa de sucesso de 30% dos imóveis da carteira MGI que serão
licitados em 2019;
Receita de recuperação de créditos BEMGE projetada com base no realizado de 2018;
Inclusão dos aportes de capital.

b) Despesas:
Salários projetados considerando o reajuste anual da Convenção Coletiva do Trabalho;
Pagamentos vinculados às debêntures projetados com base na taxa de juros (CDI) prevista
para o exercício de 2019;
Serviços de terceiros projetados com base no realizado de 2018, com exceção da empresa
de auditoria, devido a novo processo licitatório, e dos gastos com avaliação de bens, que
foram projetados com base no quantitativo de imóveis que necessitam de avaliação;
Inclusão das obrigações por repasse (Convênios).
Abaixo está apresentado, de forma sintética, o Orçamento Operacional do Exercício de
2019 e sua respectiva execução até 30 de setembro de 2019.





Orçamento de Investimento


A MGI, na condição de empresa controlada pelo Estado de Minas Gerais, está inserida

na Lei Orçamentária Anual do Estado de Minas Gerais, no Orçamento de Investimento

das Empresas Controladas. O Orçamento de Investimento é elaborado anualmente e seu

monitoramento é bimestral, conforme cronograma estabelecido pela SEPLAG. A

execução financeira das ações na MGI está vinculada aos aportes de capital efetuados

pelo Estado, com exceção da ação 6595, que é executada com recursos próprios da MGI.

Apresentamos abaixo o Orçamento de Investimento da MGI no exercício de 2019 e sua

respectiva execução até 31 de agosto de 2019.