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Receitas e Despesas

    

Receita Operacional Líquida

 

 

No período encerrado em 30 de junho de 2019, a Companhia apresentou Receita Operacional Líquida de R$94.449 mil, 12% inferior ao mesmo período de 2018, quando alcançou R$107.835 mil.

 

Os fatores preponderantes para a redução da receita operacional líquida foram: (i) a receita de variação monetária ativa dos direitos de crédito autônomos, que reduziu 4%, em virtude, principalmente, da redução da taxa Selic; (ii) a receita de amortização do ajuste a valor justo no reconhecimento inicial dos direitos de crédito autônomos, que reduziu 35% em comparação com o mesmo período do ano anterior, em virtude da redução do saldo a amortizar; e (iii) a receita de participação acionária, que reduziu 6% comparado com o mesmo período do ano passado. Essas receitas representaram, em conjunto, 97% da receita operacional líquida do período.

 

Custo Operacional

 

           

O custo operacional totalizou R$91.910 mil no período, superior em 3% a igual período do ano anterior, quando atingiu R$89.627 mil.

 

O custo mais expressivo é composto pelos juros sobre as debêntures, que totalizaram R$57.451 mil no período, representando 63% do custo total. Este custo apresentou diminuição de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

Outro item relevante para o custo total foi a amortização do ajuste no reconhecimento inicial das debêntures, que totalizou R$30.902 mil no período, 15% superior ao mesmo período do ano anterior e que representa 34% do custo operacional.

 

Merece destaque, também, a redução do custo com pessoal, em função, principalmente, da reforma administrativa que reduziu o quantitativo de diretores da Companhia.

 

Os demais custos foram pouco representativos para os resultados da empresa.

 

 

Resultado Operacional Bruto

 

A Companhia apresentou resultado operacional bruto positivo de R$2.539 mil no período, enquanto no mesmo período do ano anterior houve resultado positivo de R$18.208 mil.

 

A redução no resultado bruto deveu-se, principalmente, à redução da receita da carteira de Direitos de Créditos Autônomos (DCA) que impactou de forma muito relevante as receitas da MGI.

 

Resultado Financeiro Líquido

 

O resultado financeiro líquido reduziu 23%, de R$5.487 mil em 30 de junho de 2018 para R$4.231 mil em 30 de junho de 2019.

 

Os resultados foram alcançados por meio de criterioso controle dos recursos mantidos em aplicações financeiras, em fundos lastreados em títulos públicos cujas rentabilidades anuais foram próximas às taxas DI a custos administrativos ínfimos. A redução se deu pela redução do montante aplicado em função, principalmente, do alto investimento realizado em compra de ações preferenciais da Cemig.

 

LAJIDA e LAJIDA ajustado

 

(a)    LAJIDA

 

O LAJIDA (Lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) é uma medição não contábil utilizada para analisar a geração operacional de caixa de uma empresa. Esta medição é elaborada pela Companhia, conciliada com suas Demonstrações Financeiras, observando as disposições da Instrução CVM nº 527, de 04 de outubro de 2012. A MGI apurou, em 30 de junho de 2019, LAJIDA negativo de R$23.441 mil. No mesmo período do exercício anterior, o indicador foi positivo, no valor de R$229 mil.

 

(b)   LAJIDA ajustado

 

O LAJIDA ajustado foi calculado em conformidade com o Art. 4º da Instrução CVM nº 527, com o intuito de melhor refletir a geração operacional de caixa da Companhia, por meio da exclusão dos efeitos abaixo, que não afetam a geração de caixa da Empresa:

 

·         Ajustes a valor justo referentes aos contratos de opções flexíveis, aos direitos creditórios decorrentes de empréstimo de ações e à renegociação da carteira de direitos de crédito autônomos;

·         Impairment dos direitos de crédito autônomos (perda na recuperação de direitos creditórios).

·         Provisão para perdas em participações societárias;

·         Resultado correspondente à diferença entre o custo relativo à amortização do ajuste no reconhecimento inicial das debêntures subordinadas e a receita referente à amortização do ajuste no reconhecimento inicial da carteira DCA. Esse efeito passou a ser excluído no LAJIDA ajustado a partir de 31/12/2017.

 

Apurou-se LAJIDA ajustado positivo de R$10.945 mil em 30 de junho de 2019. No mesmo período do ano anterior, esse indicador também foi positivo em R$13.509 mil, ou seja, houve uma redução de 19%.

 

Resultado Líquido

 

Apesar do resultado operacional positivo, o resultado negativo de ajuste a valor justo das opções de compra proporcionou à Companhia prejuízo líquido de R$19.270 mil no período findo em 30 de junho de 2019, enquanto, no mesmo período do exercício anterior, foi auferido lucro líquido de R$5.694 mil.

Não obstante o prejuízo auferido no período, o LAJIDA ajustado indica que a Companhia mantém sua capacidade de geração de caixa.

 

Orçamento Operacional

 

O orçamento operacional é um instrumento de gestão utilizado pela MGI para planejamento e controle de gastos. O instrumento é elaborado anualmente e sua execução é acompanhada diariamente com fechamento e consolidação mensais, proporcionando, dessa forma, acurácia na análise da disponibilidade orçamentária necessária para compras e contratações, além de possibilitar aos gestores analisar tempestivamente o desempenho das operações da companhia. As principais receitas e despesas foram projetadas com base nas seguintes premissas:

a) Receitas:

Direitos de Crédito Autônomos - projeção de recebimentos mediante estudo do fluxo da carteira;

Venda de imóveis - taxa de sucesso de 30% dos imóveis da carteira MGI que serão licitados em 2019;

Receita de recuperação de créditos BEMGE projetada com base no realizado de 2018;

Inclusão dos aportes de capital.

 

 b) Despesas:

 Salários projetados considerando o reajuste anual da Convenção Coletiva do Trabalho;

Pagamentos vinculados às debêntures projetados com base na taxa de juros (CDI) prevista para o exercício de 2019;

Serviços de terceiros projetados com base no realizado de 2018, com exceção da empresa de auditoria, devido a novo processo licitatório, e dos gastos com avaliação de bens, que foram projetados com base no quantitativo de imóveis que necessitam de avaliação;

Inclusão das obrigações por repasse (Convênios).

Abaixo está apresentado, de forma sintética, o Orçamento Operacional do Exercício de 2019 e sua respectiva execução até 30 de junho de 2019.


Orçamento de Investimento

A MGI, na condição de empresa controlada pelo Estado de Minas Gerais, está inserida na Lei Orçamentária Anual do Estado de Minas Gerais, no Orçamento de Investimento das Empresas Controladas. O Orçamento de Investimento é elaborado anualmente e seu monitoramento é bimestral, conforme cronograma estabelecido pela SEPLAG. A execução financeira das ações na MGI está vinculada aos aportes de capital efetuados pelo Estado, com exceção da ação 6595, que é executada com recursos próprios da MGI. Apresentamos abaixo o Orçamento de Investimento da MGI no exercício de 2019 e sua respectiva execução até 30 de junho de 2019.